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Um jeito mais fácil para acompanhar as suas anotações

20 Sep

Marca-texto, post-it, caneta, lápis e lá está você com calhamações de papéis, xerox, livros e anotações empilhadas para o seu texto/pesquisa/monografia/tcc. Boa, filhão. Você foi lá, anotou tudo, leu tudo, e vai ter que caçar TUDO DE NOVO na hora de escrever seu texto. Chato, não?

Pois é, eu também pensei que seria chato demais. E pior: gerenciar papelada é muito mais difícil que encontrar um arquivo no PC. Numa tentativa arriscada de me livrar de tanto incômodo, tirei uma tarde para um serviço de ‘book fotográfico’ com minhas anotações – espalhei tudo no chão da sala e fui fotografando as páginas, identificando cada folha com um post-it de cor escalafobética diferente. Não usei nenhum equipamento profissional ou semi-profissional, foi só a câmera do celular, que tem uma resolução razoável para texto e foca direitinho. Click dali, click daqui, cola post-it, tira post-it. Meio chato, mas tenho que admitir: ficar indo e voltando nas minhas anotações hoje é coisa de apertar a setinha da esquerda ou da direita no teclado. Na boa, IMENSAMENTE mais fácil.

*Fica a dica de manter a coerência na cor dos post-its por título anotado. Fica mais fácil achar quando você sabe que todos os textos do Canclini, por exemplo, estão com essa coisinha rosa-pálido colada. Se você não tem esses post-its brega como eu, pode usar a imaginação: letras em tamanhos garrafais, canetinhas coloridas ou, sei lá, algum símbolo diferenciado por título.

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A ideia surgiu…

24 May

enquanto eu fazia uma matéria na ECA/USP como aluna especial. Apesar do estranho nome da disciplina – Comunicação Interativa e o Texto Eletrônico-digital – o professor Arthur Matuck conseguiu ser bastante abrangente nos tópicos abordados, além de permitir que cada um estudasse com um tantinho mais de afinco cada um dos temas propostos por ele.

O meu tema? Criação Literária no Mediaverso Digital. Tinha tudo a ver com o que eu sempre gostei e com o foco do meu curso da facu.

Hoje, cerca de dois anos depois, o meu interesse continua cada vez mais vivo: assim como Douglas Rushkoff, eu ainda acredito muito no mundo digital, e perceber a literatura como algo maior que o seu atual suporte – o livro – é algo que me empolga e me faz querer saber mais.

Assim, decidi que este seria um bom tema para a minha monografia de final de curso. Afinal, é um assunto no qual eu tenho um interesse genuíno, e que pode ser bastante útil nos estudos de literatura.

Atualmente o meu foco ainda é disperso: me interesso pela literatura criada em meios digitais (mas não vejo lá muita graça naquela literatura computacional, ok?), pelos lançamentos independentes e pelas grandes possibilidades dos leitores de ebooks que estão sendo lançados. No entanto, acredito que a melhor área seria focar na literatura criada e distribuida digitalmente. Lógico, não vou resistir comentar um pouquinho sobre a revolução que iPads, Kindles e Nooks podem trazer, mas muito provavelmente esse não será o centro das minhas atenções.

O blog surge exatamente para que eu mantenha o hábito de comentar e compartilhar as observações que fizer acerca dos temas, e também para receber comentários sobre eles, de forma a enriquecer a pesquisa.

Vale ressaltar que o modelo de monografia em que trabalharei prioriza mais a exposição do que a defesa de um tema. Portanto, eu não pretendo convencer ninguém de nada, mas sim apresentar todo um mundo de literatura digital, que vem sendo discutido por acadêmicos, estudiosos, universitários e palpiteiros por aí.

Sintam-se a vontade para comentar, palpitar e sugerir!