O futuro dos livros – inovação quando se trata de literatura e tecnologia

22 Sep

Conversando com o professor Pécora sobre literatura, internet e tecnologia, foi interessante uma colocação dele: ainda não se tem nada muito novo sendo criado para os novos meios. Apenas ‘portamos’ o que já criamos para o papel para novos dispositivos – troca-se o suporte, mas o processo criativo e o ‘resultado final’ são praticamente os mesmos.

No entanto, provavelmente ainda estamos na ‘infância’ do melhor uso das tecnologias e da internet para inovar no campo literários – esse vídeo mostra três diferentes conceitos para o ‘futuro’ dos livros, entre eles o conceito ‘Alice’ de livros interativos.

Confira o vídeo na sequência.

The Future of the Book. from IDEO on Vimeo.

via Brainstorm #9.

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Um jeito mais fácil para acompanhar as suas anotações

20 Sep

Marca-texto, post-it, caneta, lápis e lá está você com calhamações de papéis, xerox, livros e anotações empilhadas para o seu texto/pesquisa/monografia/tcc. Boa, filhão. Você foi lá, anotou tudo, leu tudo, e vai ter que caçar TUDO DE NOVO na hora de escrever seu texto. Chato, não?

Pois é, eu também pensei que seria chato demais. E pior: gerenciar papelada é muito mais difícil que encontrar um arquivo no PC. Numa tentativa arriscada de me livrar de tanto incômodo, tirei uma tarde para um serviço de ‘book fotográfico’ com minhas anotações – espalhei tudo no chão da sala e fui fotografando as páginas, identificando cada folha com um post-it de cor escalafobética diferente. Não usei nenhum equipamento profissional ou semi-profissional, foi só a câmera do celular, que tem uma resolução razoável para texto e foca direitinho. Click dali, click daqui, cola post-it, tira post-it. Meio chato, mas tenho que admitir: ficar indo e voltando nas minhas anotações hoje é coisa de apertar a setinha da esquerda ou da direita no teclado. Na boa, IMENSAMENTE mais fácil.

*Fica a dica de manter a coerência na cor dos post-its por título anotado. Fica mais fácil achar quando você sabe que todos os textos do Canclini, por exemplo, estão com essa coisinha rosa-pálido colada. Se você não tem esses post-its brega como eu, pode usar a imaginação: letras em tamanhos garrafais, canetinhas coloridas ou, sei lá, algum símbolo diferenciado por título.

Dorchester Publishing, uma das editoras mais antigas dos EUA, vai apostar td no mercado de ebooks

9 Aug

Do Ars Technica.

Mais informações no Dear Autor, Media Bistro e também no The Wall Street Journal.

Organizando o que falar

5 Aug

A verdade é que com tanta coisa para falar, é preciso se organizar para falar o necessário de forma concisa e coerente. Para melhorar meu foco no que preciso escrever, resolvi que seria uma boa fazer um mind map – basicamente, um esquemático – para organizar o que gostaria de falar em minha monografia.

O site Cronópios, meu objeto de estudo, é muito vasto, e aproveita todo tipo de oportunidade para mesclar tecnologia, internet e literatura. São videocasts com escritores, ebooks, revistas eletrônicas, seção infantil, poesia digital e publicações online de prosa, poesia, críticas, ensaios, resenhas e além de tudo, o Cronópios ainda conta com um fórum, o Café Literário, onde escritores e leitores (ou leitores e leitores, escritores e escritores) podem discutir sobre assuntos ligados à literatura.

As seções do site que mais me chamaram a atenção foram a ‘Prosa’ e ‘Poesia’ – o que leva um escritor, seja ele jovem ou já renomado, a escolher publicar online? Alguns dos textos inclusive são publicações ainda inéditas em meio impresso. Que mudança esses escritores observaram ao publicar no portal Cronópios?

Outro questionamento interessante é a necessidade do Cronópios de possuir um ‘conselho editorial’. Para que ele serve? Como foram selecionados os conselheiros? Qual a atuação dos mesmos?

Depois de algumas leituras no primeiro semestre, acredito que agora é hora de conversar com quem faz o Cronópios ser o que ele é: a sua comunidade. Para existir, o Cronópios precisa de colaboradores, gente interessada em fazer o projeto ir para frente, participando das discussões ou publicando material. Por isso, selecionei alguns colaboradores para uma  breve entrevista, de forma a tentar compreender melhor o que eles almejam quando escrevem no portal.

Também pretendo conversar (essa sim uma conversa mais longa) com o editor do site, o Pipol, para entender melhor quais foram as motivações dele ao criar o portal, como ele surgiu, quais perrengues já passou, quais boas propostas já recebeu, que tipo de novidades estão em desenvolvimento no momento e quais são os planos para um futuro a curto prazo do portal.

Essa parte, agora mais prática, tem início neste mês de agosto, já que a confecção da monografia em sí acarretará também muito trabalho meticuloso (e chato) de adequação do conteúdo para uma apresentação acadêmica.

Ao final do trabalho, pretendo disponibilizar via web a monografia produzida, bem como uma versão mais informal, leve e acessível do meu trabalho para os meios digitais. Afinal de contas, formalidades acadêmicas ficam na academia. 🙂

E agora, mãos à obra!

Enter – uma antologia digital

31 May

Daí que quando alguém do calibre de Heloísa Buarque de Holanda resolve fazer uma Antologia Digital (e multimídia), você percebe que os tempos estão mudando.

Entendendo e mapeando o site Cronópios

24 May

Antes de começar qualquer estudo, o interessante é ter uma visão panorâmica clara do objeto.

Para isso, naveguei pelo Cronópios para descobrir todos os projetos paralelos e seções do site. Abaixo, um mapa esquemático do site:

Pipol, o editor do Cronópios, parece um cara cheio de idéias, e pronto para colocar a maioria delas em prática. O Cronópios acaba sendo o ponto central, mas outros projetos são colocados de forma paralela, como os podcasts, a TV Cronópios, as publicações Pocket Book, a revista MnemoZine e até uma seção infantil, o Cronopinhos.

Na parte principal do Cronópios, várias seções dão espaço para diversos tipos de literatura, além de discussões e também notícias do mundo editorial.

Curiosamente, o Cronópios possui também uma espécie de curadoria. Além de Pipol, o editor do site, o Cronópios tem uma jornalista responsável (Egle Spinelli) e uma série de conselheiros, tanto para o Cronópios quanto para o Cronopinhos, além de alguns correspondentes, nacionais e internacionais.

Cada caso é um caso

24 May
Depois de ler textos sobre literatura digital – alguns artigos e até uma tese de PhD – e discutir sobre o assunto com estudiosos do assunto e com meu orientador, ficou claro: me faltava um foco. Houve quem sugerisse que eu me fixasse em um estilo literário – talvez poesia ou prosa digital – de forma a buscar um alvo mais objetivo para que meu trabalho.No entanto, o meu interesse sempre foi mostrar as possibilidades e a abrangência da literatura digital – poesia, prosa, tudo tem seu espaço, desde a possibilidade de ampliar a abrangência dos textos até permitir que se façam poemas concretos.

Entendendo a minha ânsia e buscando um ponto de equilíbrio, Paulo Franchetti, meu orientador, me deu uma idéia: que tal fazer um estudo de caso?

“Comoassimestudodecaso?”, foi o que eu pensei. Mas o professor já vinha com a faca e o queijo na mão, e me sugeriu que analisasse o site Cronópios. De cara eu já achei uma ótima idéia.

Não que eu acessasse o site com assiduidade, mas já havia cruzado com ele em minhas andanças internéticas. Para quem não conhece, o Cronópios é um site dedicado à literatura, que se propõe a discuti-la através de ensaios críticos e da publicação de prosa e poesia.

Seria muito parecido com muitas iniciativas que temos por aí, mas o que faz com que o Cronópios se destaque é a presença de grandes nomes da literatura e do seu estudo, lado a lado com completos desconhecidos e não-canônicos escritores.

O mais interessante, a meu ver, é que o site Cronópios contempla grande parte das discussões que gostaria de levantar, como ‘porque publicar online é menos do que publicar em livro impresso?’,  ‘porque poetas concretistas adoram a web?’, ‘qual a grande vantagem da internet frente ao livro comum?’ e até mesmo se a literatura está presa ao suporte do livro ou se pode crescer e se desenvolver independente dele.

Enfim, são tantas perguntas e questões que não caberiam em um estudo com afinco sobre a literatura digital, que precisaria elencar conceitos literários e partir de pontos e princípios para se desenvolver. No entanto, ao analisar o caso do site Cronópios, eu tenho a possibilidade de gerar um grande material que tente responder a essas questões – e, penso eu, muitos deles podem ser feitos de forma multimídia, como video-entrevistas, que poderiam ser publicadas online, ao alcance de diversos usuários.

Esse é o novo rumo, e eu espero que os resultados possam ser benéficos e proveitosos.

Manter romantismo do livro é chave na era digital, diz Penguin

24 May

Editoras buscam meios de fazer a leitura em dispositivos digitais mais atraente

Do Terra Tecnologia.

Vc sacode o iPad e a historia de ‘Alice’ se torna interativa veja o novo ebook – Blue Bus todo mundo ve

24 May

Tá ai uma boa forma de usar mídias digitais (no caso, o recente iPad da Apple) para contar histórias tradicionais.

Do Blue Bus.

A dificuldade de conceituar literatura

24 May
Durante a leitura de “Digital Literature” de Raine Koshimaa, percebi que uma das dificuldades na hora de falar sobre literatura digital é exatamente conceituar literatura.Isso porque há tempos existem certos tipos de experimentos com a criação de ‘poemas’ e ‘literatura’ a partir do computador. O funcionamento é mais ou menos assim: um programa seleciona aleatoriamente palavras em um banco de dados e forma o que os pesquisadores chamam de ‘literatura computacional’.

Existem também outras formas de compilar textos de forma automatizada e publicar livros. No entanto, não é o que eu pretendo estudar.

O que me interessa é mais próximo da definição de Katherine Hayles: “electronic literature, generally considered to exclude print literature that has been digitized, is by contrast ‘digital born,’ and (usually) meant to be read on a computer.

Por isso, vou precisar incluir ali na bibliografia alguns títulos de teoria literária. A princípio, darei uma olhada em Culler, Eagleton e uma compilação de Thomas Bonnici e Lúcia Osana Zolin, que me parece bastante abrangente. Também precisarei buscar algumas referências sobre literatura pós-moderna.

Nunca o primeiro semestre do meu curso me pareceu tão essencial.